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 O homem com olhos vermelhos (uma historia inventada por mim)

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tomatrix
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MensagemAssunto: O homem com olhos vermelhos (uma historia inventada por mim)   Seg Ago 02, 2010 11:40 am

Bem, hoje decidi ver se postava cá no forum a minha oneshot prototipo de uma historia em desenvolvimento. Irão ver algumas influencias de anime e mangá nela. Bom, seja como for, espero que leem e deem a vossa opinião:


O homem com olhos vermelhos.

Num mundo não muito diferente ao nosso, onde o mito e a fantasia se juntam com a ciência e a tecnologia, levando ao auge da alquimia. Neste mundo alem da humanidade, habitam vários seres como: elfos, hobitts, entre outros.

Mas atenção que este mundo não é um mar de rosas. Alem do belo, existem criaturas que ameaçam a vida dos seus habitantes, muitas vezes levando a conflitos pela sua sobrevivência.

Existem historias que neste mundo que espíritos demoníacos poderiam apoderar-se de crianças em gestação, levando a que estas tornassem-se meio demónios, conhecidos como os amaldiçoados. Esta história é sobre um jovem que fora amaldiçoado á sua nascença que procura o seu caminho de volta das suas próprias trevas.

Durante a tarde, na aldeia rural de Serene Valley, os aldeões estavam em paz como de costume, ouvindo o sossego do vento a passar pelas colinas á volta da aldeia. Um jovem passava por lá, transportando nas suas costas uma longa espada, presa em cordéis. O jovem estava coberto com uma enorme capa com capuz que cobria a sua aparência inteira. Ele chega a uma estalagem, procurando algo para beber, até que chega ao bar da estalagem e pede um copo de hidromel misturado com sumo de laranja. Ele bebe sossegado, até que ouve um ruído.

Após a sua chegada á aldeia, chega um homem com dois metros e meio de tamanho, vestido com uma armadura branca, com um elmo semelhante ao dos antigos gregos que continha dois enormes chifres de touro, e transportava consigo um machado gigante. Ele tinha longos cabelos castanhos e uma longa barba. Atrás de si estavam cinco homens, vestidos com armaduras semelhantes á sua, só que sem chifres nos seus elmos. O clima sereno da aldeia muda para um de terror assim que chega o gigante. O homem entra na estalagem com os seus homens, levando ao terror dos aldeões. O estalajadeiro, com um ar de terror atende ao homem ameaçador, dizendo “ Senhor Creta, você quer beber algo?”

“Para mim e para os meus homens, umas canecas de cerveja.” Rosne o monstruoso homem.

O gigante que parece intimidar os aldeões, não afecta nada ao jovem misterioso que nem o liga. As pessoas falavam em voz baixa, com o medo que Creta, ou algum dos seus homens os ouvisse. Eles diziam coisas como: “Aquele patife voltou á nossa aldeia!”, “Ele vem pilhar-nos de novo.”, ou “Cala-te, ele pode ouvir-te!”.

O jovem vira-se a um dos homens que estava ao pé dele no bar da estalagem e pergunta: “Quem é este gorila?”, levando a que num acto de pânico, outro homem ao pé de si, sussurra: “Cala-te estrangeiro! Se ele ouve-te a chamar-lhe nomes, podes acabar morto.”

O homem a que o jovem perguntou, responde-lhe “ Ele é Creta, o Minotauro. Ele e o seu bando têm aterrorizado esta região. Eles costumam vir a esta aldeia, levando consigo todo o nosso dinheiro, as nossas colheitas, e até mesmo as nossas mulheres, que provavelmente são usadas como escravas sexuais.” . O outro homem contínua a resposta, dizendo “Ninguém tem força, nem coragem para enfrentar este monstro. Não é á toa que a sua cabeça custa 50.000 escudos de ouro.”

“Tsss, grande coisa.”, diz o jovem num tom nada intimidado. “Aconselho-te a não desafia-lo meu jovem.”, responde atrás dele, um homem de idade que agarrava uma vara. “Existem rumores que ele já matou um Minotauro, dai a sua alcunha e os chifres no seu elmo.”

“Também, vocês parece que tem medo de tudo e mais alguma coisa.”, fala mais uma vez o jovem, num tom aborrecido. Creta e os seus homens acabam as suas cervejas e abandonam a estalagem. Eles dirigem-se ao centro da cidade, chamando a população aterrorizada. A população transportava as suas colheitas, algum gado, leite e é claro, dinheiro. O monstruoso bandido grita, “Meus caros amigos, hoje chegou aquele dia do ano que nós sabemos! Hoje viemos pedir a todos vocês, um mero pedido: 4500.000 escudos de ouro!”

“4500.000?! Mas isso significa mais que o dinheiro da aldeia!” Grita um dos aldeões.

“Exacto, dai que iremos aceitar qualquer bem alimentar, ou … outra coisa!”, responde o diabólico gigante a observar, com um ar perverso, jovens aterrorizadas, ora agarradas a algum familiar, ora aos seus namorados, também aterrorizados. O ancião que falou á bocado com o jovem responde, “Mas senhor Creta, a quantia que pede é quase toda a comida da nossa aldeia. Não podia descer um pouco a sua quantia?” Creta, não gostando da resposta do ancião, levanta o seu braço e bate no homem de idade, derrubando-o. Uma criança pequena corre em direcção ao ancião, gritando “Avô!”. A criança agarra numa pedra e atira-a ao gigante. Creta leva com a pedra no seu elmo e finta a criança com um olhar mesquinho. Ele aponta a um dos seus soldados e este dirige-se á criança com uma espada. O ancião em nome do seu neto grita em desespero “Senhor Creta, por favor, poupe o meu neto, ele é apenas uma criança!”.

“As crianças tem de ser educadas.” Rosna Creta. “O meu servo irá educa-lo, cortando-lhe a mão que usou para atirar essa pedra!”.

O lacaio do gigante estava prestes a chegar á criança até que é atingido por uma vara de madeira. Essa vara de madeira estava a ser agarrada por um jovem, com mais ou menos 17 anos, de olhos azuis e cabelos louros, que estava vestido com uma camisola de manga comprida e calças verdes, um colete e botas pretas, e na sua cabeça um gorro preto. Ele olhava para Creta com um ar de desafio. o homem do gigante agarra na sua espada e enfrenta o jovem que usava a sua vara. A luta parecia renhida, até que Creta ordena os seus restantes quatro homens para atacar o jovem. O jovem corajosamente os enfrenta, mas acaba por perder devido á superioridade no número. Os guerreiros levantam o jovem, ficando um a agarra-lhe o braço esquerdo, e outro o direito. Creta chega-se ao pé do jovem e agarra-lhe a cara com a sua mão. O jovem cospe para o chão, levando a que Creta começa-se a rir , acertando-lhe com uma chapada na cara. A seguir, Creta pede a um dos seus homens, uma espada e aponta esta ao pescoço do adolescente.
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tomatrix
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MensagemAssunto: Re: O homem com olhos vermelhos (uma historia inventada por mim)   Seg Ago 02, 2010 11:41 am

“Aqueles que se revoltam contra mim, irão pagar na mesma moeda!” O gigante preparava-se para acertar com a espada no pescoço do jovem, levando a que este fecha-se os olhos por medo, até que por milagre, um som semelhante ao vento atinge a espada, partindo a lâmina em duas. Toda a gente vira-se para ver de onde vinha aquele sopro, revelando ser o jovem estrangeiro que tinha na sua mão, cujo punho estava coberto por ligaduras, uma pistola prateada. Um aldeão reconheceu a arma gritando “Aquilo é uma Silchock! Dizem que quem dispara uma Silchock, em vez de disparar balas, dispara rajadas de ar potentes, capazes de perfurar qualquer coisa!” Outro aldeão fala “ Dizem que cada tiro tem a potencia de um boom sónico, capaz superar a barreira do som.”

Creta com um ar furioso grita “ Quem és tu forasteiro?!” , enquanto que o jovem responde E o que é que tens a ver com isso? Gorila com uma a cabeça a prémio exagerado.”.

Com o insulto que levou, o gigante manda os seus cinco homens atacar o jovem. O forasteiro retira outra Silchock que trazia consigo e dispara as duas ao mesmo, cada tiro acertou nos dois homens que agarraram no jovem louro, sendo que um tiro perfurou o braço do soldado que agarrava o jovem á sua esquerda, e o outro acerta com um tiro na sua testa, destruindo o seu elmo e acertando na sua cabeça, levando á morte deste. Enquanto o jovem arruma as suas armas, os outros três cercam-no, com espadas na mão, até que um deles ataca-o, mas o jovem agarra na mão do atacante e aproveitando a força deste, ele derruba-o ao chão, rouba-lhe a espada e empala-o.

As pessoas ficaram surpresas com a velocidade que o jovem derrotou três dos homens de Creta. Os outros dois homens atacam-no á sua volta, mas o jovem esquiva-se e acerta com um golpe horizontal num e com um golpe vertical noutro, com a espada que trazia á sua mão, num estilo semelhante ao de um samurai.. Os dois homens caiem mortos a sangrar. O jovem vira-se a Creta, que estava acompanhado com o homem que levou um tiro no braço esquerdo e atira com a espada em direcção a Creta, como se fosse um dardo, mas Creta agarra no seu homem sobrevivente e mete-o á sua frente para o proteger. O homem morre ao servir de escudo para o seu mestre.

“Incrivel, ele derrotou cinco homens num piscar de olhos!” Grita estupefacto um dos aldeões. Creta furioso, agarra no seu enorme machado, gritando “Não sei quem tu és rapaz, mas não irei aceitar tamanha humilhação!”

“E o que vais fazer com esse machado? Cortar bananeiras?” Goza mais uma vez o jovem, levando a que o gigante corre-se em sua direcção com o machado em mãos. Creta ia com o machado em sua direcção, mas o jovem faz uma cambalhota para traz e agarra na enorme espada que traz ás suas costas. Ele retira esta, mesmo com a sua bainha posta e presa em cordéis.

“Essa espada é grande demais para ti! Mesmo que consigas levanta-la, ela é pesada demais para teres mobilidade!” Goza Creta com o seu adversário. “Além disso, estás a usa-la com a sua bainha posta!”

“E dai? Como se lixo como tu merece-se sentir a minha lamina.”, responde o jovem com um ar de desafio. Creta dirige-se ao jovem forasteiro como se fosse um touro furioso elevanta o seu machado, mas o jovem esquiva-se, dando uma volta de 90 graus e acerta com a espada na perna do gigante, fazendo este cair.

“Que velocidade!” Grita um dos aldeões chocado. Outro diz “Como é que algum pode fazer um golpe tão rápido com uma espada tão grande?”Enquanto que os aldeões recuperavam do choque de ver o gigante no chão, Creta levanta-se furioso e tenta acertar com o machado na cabeça do jovem, mas este rapidamente, defende-se com a sua espada. Os dois começam um duelo de força que pareci renhido até que o jovem com um sorriso arrogante consegue empurrar o machado do gigante quase mandando o vilão para o chão. O jovem louro que fora salvo olha para a luta e surpreso com o desconhecido diz, numa voz suave “ Que força!”.
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tomatrix
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MensagemAssunto: Re: O homem com olhos vermelhos (uma historia inventada por mim)   Seg Ago 02, 2010 11:43 am

O Jovem misterioso acerta com vários golpes seguidos com a sua espada, tornando a luta a seu favor. Os aldeões de Serene Valley pareciam estar a recuperar a sua esperança ao ver o jovem a lutar. Cada golpe que o machado levava, parecia fazer este começar a rachar. Os golpes eram tantos seguidos, numa enorme velocidade, levando a que o machado se parta.

Creta mudou o seu rosto de um rosto furioso, a um aterrorizado. Como golpe final, o jovem acerta com um forte golpe na cabeça do gigante, partindo-lhe o elmo, e fazendo com que este fica-se com o seu pescoço partido com o impacto. O capuz da capa do jovem com , pelo menos 18 ano de idade, cai, revelando o seu cabelo negro e espetado, e os seus olhos que estranhamente eram vermelhos escuros.

“Ele matou o Creta! Ele matou o Creta!” gritavam os aldeões felizes. O jovem dirige-se ao ancião que o cumprimenta feliz por ter executado o tirano.

“Meu jovem, agradecemos do fundo do nosso coração por teres derrotado este horrível tirano. Por favor, peça algo e iremos oferecer-lhe como demonstração do nosso agradecimento.”

“Não precisam de oferecer-me nada. Eu estava á procura dele, e vejo que tinha razão, a cabeça dele vale dinheiro demais. O preço certo por ele na minha opinião era um escudo de ouro.” Diz o jovem a meter a espada de novo ás suas costas.

“ Quanto ao premio, não sei se podemos pagar os 50.000, já que aquele canalha ficou com o nosso dinheiro.” Respondeu o velho. O Jovem diz “Por mim, chegam 15.000. Se alguém pedir o premio por este gorila, pode ficar com o resto.”

O Jovem caçador de cabeças recebe uma bolsa cheia de moedas de ouro e dirige-se para fora da aldeia. O outro jovem, de cabelos louros estava ainda surpreso, com mãos no peito a olhar pelo jovem de olhos vermelhos. Ele sentia-se atraído pela ideia de conhecer o herói da aldeia e decide persegui-lo. O jovem de cabelos negros segue o seu caminho pela floresta á saída de Serene Valley até que para e diz: “Por quanto tempo tencionas perseguir-me?”

O Jovem louro de olhos azuis sai escondido de uma árvore e revela-se perante o caçador de cabeças. Ele numa voz mais grosa que antes, com uma mão no seu peito, diz: “ Vim á sua procura porque precisava da sua ajuda.”

“Eu não sou nenhum bom samaritano para ajudar quem quer que seja.” Diz o jovem de cabelos negros em direcção ao outro jovem. O jovem louro parecia assustado.

“Porque iria te iria ajudar, meu caro, ou melhor …” O Jovem de olhos vermelhos mete a sua mão no gorro do outro jovem e prepara-se para puxa-lo, não antes de dizer “.. minha cara!”

Ele arranca o gorro do jovem louro de olhos azuis e revela que os seus cabelos eram longos, demonstrando um ar feminino. O jovem louro era na verdade uma rapariga. A jovem fica surpresa ao ver o seu segredo a ser assim revelado tão rapidamente.

“Como é que você reparou?” Pergunta a jovem. “Simples” responde o espadachim. “Primeiro reparei que ao andares, movias as tuas ancas para os lados. Uma das principais diferenças entre um homem e uma mulher são as suas ancas, dai que reparei que a tua era redonda demais para ser a de um homem. Segundo, reparei que tens demasiadas vezes as tuas mãos a tocar no peito. É presumível que andasses a esconder seios com uma ligadura, e que isso estaria a magoar-te.”

A jovem ao ouvir a segunda razão fica com a cara vermelha de vergonha.

“Terceiro, eu ouvi a tua voz na aldeia, e ela é suave demais para um homem adolescente. Com a tua idade, terias de ter uma voz muito mais grosa.”

“Por isso que tento sempre por a minha voz mais grosa.” Responde a jovem.

“E por ultimo, os teus olhos.” Responde o jovem guerreiro. “O que tem os meus olhos?” pergunta ela.

O jovem de olhos vermelhos faz contacto visual com os olhos azuis dela. Ela cora um pouco, enquanto que ele responde. “Os teus olhos são olhos doces e inocentes. Demasiado para um menino de cinco anos.” Os dois continuam a olhar para os olhos de um do outro até que o silencio para quando ele diz: “Seja quem fores, é melhor voltares á aldeia. Eu não sou pessoa nenhuma que goste de ser acompanhado.”

“Por favor, deixe-me ir consigo!” Suplica a jovem. “Em preciso de ajuda para poder voltar a Mediterranea!”

O espadachim vira-se á jovem com um ar interrogativo e pergunta-lhe “ Porque é que queres ir para Mediterranea? Essa é a cidade capital do reino. Porque tens tanta vontade em ir a uma cidade assim tão grande?”

“Bem, como sabes, eu tenho estado disfarçada de homem porque desde pequena, eu sonhei em ser uma cavaleira de Mediterranea, mas é difícil para uma mulher entrar lá, dai que precisava de uma maneira de lá ir.”

“Pois”, responde o jovem. “Seja como for, és fraca demais para seres um soldado. Como pensas entrar no quartel com tamanha fraqueza?”

“Era por isso que queria segui-lo senhor espadachim. Queria aprender com um guerreiro tão forte e corajoso como o senhor. Por favor, aceite-me como sua aprendiza e deixe-me viajar consigo!”

“O meu caminho não segue a Mediterranea, mas eu consigo aproximar-me de lá. Até lá, poderás ir comigo.” Responde o jovem. A moça de cabelos louros sorri, respondendo “Muito obrigado meu senhor. Eu irei provar que não se irá arrepender de viajar comigo.”

“Mas antes de partirmos, tenho algo a pedir-te.” Respondeu o jovem

“Sim Senhor?” Pergunta a jovem, levando a que o espadachim responde-se “Primeiro, para de chamar-me senhor, se é para falares comigo trata-me por Vash. Segundo, como te posso chamar já agora?”

“Claire” Responde a jovem. “Pois bem Claire, aviso-te já que eu não estou para aturar chatices. Se me irritares, desaparece. E por último, vai atrás daquela árvore e tira a porcaria da ligadura. Pareces estar toda apertada.”

Claire obedece e vai ara traz de um grande carvalho. Vash fica de costas, num acto educado que respeita a sua privacidade, enquanto que a jovem retira a sua camisola e rapidamente desaperta a ligadura que tinha á volta do peito. Ela sentiu um pequeno alívio. Após retirar a ligadura, ela veste de novo a sua camisola e corta um bocado suficiente da ligadura para prender o seu cabelo num rabo-de-cavalo. Ela volta para ao pé de Vash, e ambos perseguem o seu caminho durante a Floresta.
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tomatrix
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MensagemAssunto: Re: O homem com olhos vermelhos (uma historia inventada por mim)   Seg Ago 02, 2010 11:44 am

Uma semana passou, enquanto tentavam sair da floresta e Claire sentia-se cansada após tanto tempo a andar, chegando a cair. Vash vai a ter com ela, dizendo.

“Já cansada? Se continuas assim, só provas que o teu lugar não e como cavaleira, mas sim noutro lugar que eu bem sei.” Claire ao ouvir a boca machista de Vash, levanta-se furiosa, dizendo “Cansada, eu? Nem por isso. Sou capaz de subir montanhas.”

Claire continua a andar, como se lhe fosse ofendido o seu orgulho. Vash lança um sorriso orgulhoso ao ver a jovem a provar esforço, pensando “Isso mesmo, supera-te a ti própria e podes por outros no tal lugar em vez de ti.”

Chega a noite e ambos estavam á fogueira, sentados á volta do lume, com uns coelhos caçados, presos a ramos arrancados de árvores, a aquecer no lume. Claire observa Vash, sentado com a sua espada á sua frente.

“Vash, tenho uma pergunta” Diz a jovem. “Fala” diz Vash.

“Vash, porque é que te afastas das pessoas?” Vash responde, “Porque para elas, eu sou uma maldição.”

“Maldição? Porque?” interroga Claire ao ver que Vash demonstrava um ar de tristeza ao observar as chamas da fogueira. “Isso é por causa dos teus olhos serem vermelhos?”

“Olha, queres saber demais! Esquece o que disse, boa noite!” responde Vash num tom de voz ríspida. Vash adormece, entrando num sonho onde aparece ele com onze anos de idade, vestido com uma armadura azul a proteger o seu peito. Trazia consigo uma roupa também azul e uma espada de um adulto. Ele corria cheio de medo num espaço escuro, até que aparecem várias vozes.

“Tu és um demónio!” Grita uma das vozes. Vash em desespero pergunta “Quem está ai!”

Outra voz diz, “Só para viveres, mataste a tua mãe!” Vash tremia de medo, quase a derramar lágrimas a gritar, “Eu não queria que ela morre-se! Eu nunca quis nascer para que isso acontecesse!”

“Mas aconteceu!” Gritou mais uma voz fantasmagórica. “ Alem de matares a tua mãe, amaldiçoaste a tua terra natal só por nasceres. Era a terra que o teu pai tinha ganho para ti!”

Vash tremia e virava a sua cabeça na tentativa de ver quem falava. Do nada aparecem vários esqueletos á sua volta. Um deles tinha uma cobra a sair da cavidade dos olhos na sua caveira.

Um deles diz: “Tu destruíste a tua própria população, e agora vais matar aquela rapariga!”

Vash gritava “Não! Nunca!” , mas os esqueletos não paravam de rir-se. Vash não podia com as gargalhadas e num acto de raiva diz: “Calem-se! Calem-se todos!”

“Aceita a verdade rapaz, nasceste para estares só nas trevas. Tu não não sabes o que é o amor nem a amizade. Estás destinado a ser um monstro. Monstro não, o diabo!”

Vash, num tom misturado de raiva e medo grita “Calem-se!”, e ataca os esqueletos. Cada esqueleto partido multiplicava-se. Cada pedaço de um osso partido ou cortado tornava-se um esqueleto novo. Com o desespero, o rapaz continua a lutar. Quantos mais esqueletos eram destruídos, mais esqueletos apareciam, e cada vez mais eles riam-se com gargalhadas diabólicas. Vash estava desesperado até que do céu, uma gigantesca mão gigante o agarra.

A mão revela ser a de um demónio que o leva até a sua cara. Ao ver a sua cara, Vash Grita “Não!”, ao revelar que este tinha a sua cara, numa pele cinzenta, assas negras como as de um corvo, caninos enormes, parecidos com os de um lobo e na sua testa estava um terceiro olho, amarelo com um traço preto semelhante ao olho de qualquer demónio. O Demónio abre a sua boca e engole o pequeno Vash.

Vash acorda, todo transpirado com o coração a bater que nem uma máquina. Ele não conseguia parar de respirar, como se agora conseguisse respirar. Algo estava em cima dele. Ele espreita e repara que era Claire que tinha adormecido com a sua cabeça encostada ás suas pernas. Vash ficou envergonhado, já que sendo uma pessoa solitária, ele não estava habituado a este tipo de aproximação.

Ele sentiu o seu cheiro ao luar e mete a sua mão ao pé da sua cara. Ele retira algum dos seus longos cabelos louros da frente e preparava-se para encostar a mão na sua face, mas não foi capaz.

Vash retira a sua capa e mete-a em cima de Claire, para que possa tapa-la. Depois de olhar para ela, ele fez um pequeno sorriso que terminou até voltar a adormecer.

Na manha seguinte, Vash prepara-se para continuar a sua viagem, de volta com o seu ar serio. Os dois perseguem mais a sua viagem, até chegarem a uma pequena vila.

“Chegámos á próxima etapa”, respondeu Vash. “Quanto tempo falta para chegarmos a Mediterranea?” pergunta Claire.

“Se continuarmos a ir a pé, chegaremos para ai a seis meses.”

“Seis meses? Não á um meio mais rápido?”, pergunta Claire, mas Vash diz “Fica a saber que é assim que eu viajo, alem disso, a marcha fez-te bem, olha para as tuas pernas. Quando te conheci á saída de Serene Valley, elas não estavam assim tão fortes.”

“É verdade, mas o problema é que necessito de chegar a Mediterranea o mais depressa possível.”, diz Claire num ar preocupado.

“Afinal, para que tanta pressa para ires a Mediterranea? Nada garante que vás ser alistada no exercito.”

Para responder a resposta de Vash, Claire diz: “ É que tenho alguns assuntos a tratar por lá.”

“Tipo, quais?” Pergunta mais uma vez Vash, mas este observa a jovem a tentar mudar a conversa. “Olha, esta vila tem um grande mercado, que tal dar uma vista de olhos!”.

Ela consegue fugir, levando a que Vash fica-se sozinho. Ele então vira-se em direcção a um quiosque. Ele compra um jornal e começa a ler, enquanto Claire passeava pelas montras. Ele chega á secção dos procurados, até achar uma foto que o deixou chocado. Enquanto ele lia o jornal, Claire procura informações pelos habitantes. Ela chega a um homem de idade a quem pergunta sobre meios mais rápidos para chegar a Mediterranea.

“Para Mediterranea? O meio mais rápido será pelo comboio. Temos uma estação no final desta vila.”, Responde o homem de idade.

“Através do comboio, poderei poupar cinco meses”, animou-se Claire com a notícia. O homem segue em frente, deixando-a sozinha.

Ela decide procurar Vash, mas assim que decide partir, ela encontra-o á sua frente.

“Vash, que bom. Era mesmo contigo que ia á procura.” Diz Claire com um sorriso nos lábios, mas esse sorriso enfraqueceu, ao ver a cara zangada do espadachim. “O que e passa Vash?”

Vash com um ar agressivo, entrega-lhe o jornal. Ela vê uma foto e fica chocada ao ver que era um cartaz á procura de uma pessoa. O cartaz de procurado estava escrito “Procura-se a Princesa Claire Desparta de Mediterranea. Se alguém a encontrar, esteja viva ou morta, contactem o palácio de Mediterranea”. O cartaz tinha uma foto da Claire com um belo vestido, alguma maquilhagem e jóias postas.

Claire fica em choque ao ver o cartaz. “Eu posso te explicar.” Diz ela.

Vash diz, “Cala-te! Tu me fizeste passar por otário este tempo todo!”

“Não foi isso, eu tinha que esconder a minha identidade!” Reponde Claire num ar de desespero. Vash responde agressivamente “ Pois, para andares por ai a passear.”

Claire muda para um ar mais agressivo, dizendo “ E o que é que sabes? Nem imaginas o que é que tive que passar para sobreviver!”

Vash faz um ar furioso e responde sarcasticamente “E o que é que esperavas? Não esperavas ter as mordomias do castelo? Acorda que é o mundo real!”

“Não é isso, é que …” Tenta falar Claire, mas Vash corta-lhe a fala dizendo, “ Quero lá saber! Por mim, podes até dar qualquer coisa que eu não ligarei, afinal, és como as outras pessoas. Seres mentirosos e aproveitadores que se estão nas tintas para os outros.”


Claire chocada com o que ouviu, quase em lágrimas diz “ Como podes dizer coisas assim, não somos amigos?”

“Amigos?” pergunta Vash. “Eu nunca chamarei amigo a ninguém neste mundo. A prova foi ser usado, como agora, Fica a saber que eu nem podia mais contigo. Maldita hora que perdi tempo com as tuas lamurias!”
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MensagemAssunto: Re: O homem com olhos vermelhos (uma historia inventada por mim)   Seg Ago 02, 2010 11:45 am

Claire a ouvir a crueldade usada por Vash, não consegue evitar e começa a derramar lágrimas. “Durante este tempo todo, nunca fui para ti uma amiga? Quer dizer o que passamos nesta viagem era tudo mentira?”

“Bem vinda ao mundo real vossa alteza. É assim a vida, uma desilusão. Como se você soubesse o que é a dor e a tristeza.”

Não conseguindo suportar as bocas de Vash, Claire levanta a sua mão direita, grita “Estúpido!” e dá-lhe uma chapada na cara. Os dois fazem contacto ocular furioso, até que Vash revira o olhar e diz, “Tss, quero lá saber. Se quiseres, apanha o teu comboio pois não quero ter nada haver com isto.” Claire num ar furioso diz “Tudo bem!”

Claire dirige-se á estação dos comboios, enquanto que Vash decide sair da vila a pé. Sem saber, alguém observava Claire, sem esta saber, um olhar furtivo era feito a ela. A sua mente dizia, “Finalmente te encontrei princesa.”

Vash ao sair da aldeia, num alto nível de raiva, com o jornal na sua mão, pensava nos últimos momentos com Claire. Ele lembrava-se de quando ele salvou-a de Creta, das vezes que ela conversava com ele, as vezes que jantavam á fogueira e quando ele acordou daquele pesadelo na noite passada com a sua cabeça ao seu colo, e como lhe soube estranhamente bem.

Claire pensava no mesmo, ainda com algumas lágrimas nos olhos. Lembra-se de ter acordado com a capa de Vash a tapa-la do frio, de aulas de combate que Vash lhe deu e lembra-se de uma vez que ela teve de procurar algo para comer. Ela chega ao pé de Vash com vários cogumelos nas mãos. Ela agarra um cogumelo, preparando-se para comer, até que Vash o arranca da sua mão e atira-o para o chão. Ela, zangada diz “Porque é que fizeste isso?! Era a minha comida!”

“Devias era agradecer-me.” Diz Vash. “Esses cogumelos são venenosos.” Claire fica estupefacta ao ver que a má educação de Vash serviu somente para salvar a sua vida.

“Se tens fome, tira um bocado de carne ali, mas é só por desta vez.”

Vash aponta para um javali que caçou e que estava ao lume. Claire, no presente, diz mentalmente “Eu pensei que ele se preocupava comigo. Como fui estúpida.”

Na mente dos dois, só lhes apetecia gritar “Porque é que não me sais da cabeça?!”

Claire aproxima-se da estação até que ouve um passo atrás de si. Ela vira-se para trás na esperança de ser Vash, mas em vez dele estava um homem de pele cinzenta, com umas roupas castanhas, uma armadura e umas botas pretas e um gorro castanho. As suas orelhas eram grandes e pontiagudas, com um brinco na sua orelha esquerda. O seu nariz era longo e curvo. Claire fica assustada pelo que viu.

“Finalmente te encontrei princesa!” Claire reconhece a criatura, tratando o por “Um orc.”

Enquanto Claire se tinha encontrado com o orc, Vash que estava prestes a sair da vila, dá uma vista de olhos no jornal, até achar uma notícia sobre a família real.

“No ataque em Grand Rock, o Rei Alphonse Desparta o terceiro, foi assassinado pelo misterioso grupo misterioso Génesis. A sua filha, a princesa Claire foi raptada pelo grupo, mas á rumores que ela tenha conseguido fugir”.

“Fugir?” interroga-se Vash em surpresa. “Quer dizer que ela estava a fugir de terroristas?”

“Actualmente, a princesa está desaparecida, mas a segurança nacional procura ela. Se alguém poder ajudar a encontrar a princesa, essa pessoa será recompensada.”
Vash deixa cair o jornal em choque. Na sua mente vai as coisas que disse a Claire e diz “Ela é como eu. Ela perdeu o seu pai.”

Vash subitamente começa a pensar. Ela devia ter mentido para o proteger e porque precisava de protecção, e que quando ela pediu a sua ajuda para ir para Mediterranea, era para que pode-se voltar a casa sã e salva. E por último, ele viu que ela escolheu para ser o seu guardião porque confiava nele.

A culpa que sentia por ter abandonado Claire começava a arder na sua barriga como acido. Ele num piscar de olhos corre de volta em direcção a ela.

Enquanto Vash dirigia-se de volta a ela, Claire confronta o Orc.

“Finalmente eu a encontrei princesa. Por favor venha comigo.” Diz a horrenda criatura. Claire responde, “Nunca!”

Ela tenta fugir, mas tem o seu braço agarrado pelo Orc que puxa-a para si. “Você não entendeu princesa, eu não estou a pedir, mas sim a mandar!”

Claire roda o seu braço e consegue soltar, mas o Orc acerta-lhe com uma bofetada na cara. Ela sangra um pouco no nariz, mas não se deixa intimidar. Ela limpa o seu nariz e corre na tentativa de fugir, mas antes que pode-se fugir, o Orc aponta a sua mão e diz “Thor!” e da sua mão sai relâmpagos azuis que atingem Claire. A princesa de Mediterranea cai no chão devido á electricidade, com um ar chocado.

“Um orc feiticeiro?” interroga-se ela. O orc com um sorriso mesquinho diz, “Exacto. Eu sou Kurunder, o mago. Venho na parte da Genesis para entrega-la, viva ou morta!”
“Genesis?!” Claire com um ar aterrorizado, lembra-se da cidade de Grand Rock. Ela tinha ido com o seu pai para assistir ao tratado de paz entre Mediterranea, o nome da capital e do seu país; e Ibéria. Dois países que estiveram em guerra por quinze anos. Ela ia de coche com o seu pai até que a estrada é bloqueada. Da estrada aparecem vários soldados, e um deles que trazia uma besta consegue acertar no seu pai. Uma gota de sangue cai na sua bela cara, levando-a a entrar em choque, gritando “Papa!”


Ela fora raptada, mas conseguiu roubar roupas de homem e fugir até Serene Valley. Lá, ela conhece Vash, com quem tem viajado. Ela tenta levantar-se com um ar dorido, dizendo, “Nunca perdoarei o que fizeram ao meu pai!” Kurunder com um ar ameaçador diz, “Não seja teimosa princesa. Venha comigo!

Ela consegue agarrar em algo no chão e depois de conseguir levantar-se, ela diz “Nunca!” e atira uma pedra ao Orc. Ela aproveita a força que tinha para fugir.

Ela consegue chegar aos portões de saída da vila, mas antes que pudesse fugir, alguma coisa agarra a sua perna, levando a que caísse. Ela vira-se e viu que o que agarrava a sua perna direita era uma enorme língua que vinha de um enorme réptil cujo corpo lembrava o de um sapo enorme cruzado com um dragão. O réptil trazia ás suas costas Kurunder com um ar vitorioso. “Alem de feitiço de combate, eu sou perito em invocações. Eis a minha Grogger!”
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tomatrix
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MensagemAssunto: Re: O homem com olhos vermelhos (uma historia inventada por mim)   Seg Ago 02, 2010 11:47 am

Claire, desesperadamente, tenta fugir de gatas. As pessoas que viam o réptil, fugiam com o medo. Com o desespero, Claire só pensa numa única pessoa que pudesse salva-la, mas nas suas palavras, essa pessoa era tudo menos sua amiga, mas ela queria essa pessoa no momento.

“Esqueci-me de dizer, uma das suas habilidades é esta.” Afirma cruelmente Kurunder, no momento que a Grogger lança uma descarga eléctrica pela sua língua. Claire grita de dor ao sentir os relâmpagos no seu corpo.

“E então, já desistiu princesa? Não quero destruir uma carinha tão bonita como a sua.”

Apesar da sua dor, Claire tenta agarrar a língua da Grogger e bater nela, mas acaba por levar com mais um relâmpago.

“Desiste princesa? Acredite em mim, eu não quero faze-la sofrer!”

O Grogger larga a perna da princesa e agarra-lhe pelo pescoço. A língua enorme dobra-se, levando-a ao Orc Feiticeiro, ele agarra na sua cara com a sua mão monstruosa na princesa, dizendo-lhe “Esta dor não é necessária. Venha comigo!”

Claire respirava com alguma dificuldade, mas consegue responder, cuspindo na cara do Orc. Kurunder furioso, ordena o seu batráquio gigante que atire a princesa de volta ao chão. Após limpara a sua cara, ele diz, “Vou contar até dez. Um!”

O Grogger acerta com a sua língua na jovem princesa com se esta fosse um chicote.

“Dois!” Claire tenta mover-se, mas antes que pode-se, leva mas uma chicotada nas costas. “três!” Ela acaba por levar mais uma.

“Quatro!” Mais uma vez a princesa é torturada. “Cinco! Seis! Sete”

A dor era imensa que Claire não conseguia mais levantar-se.

“Oito!” Devido á dor, os olhos de Claire enchiam-se de lágrimas. “Nove!”

Mais um golpe ela levava. As poucas pessoas que ficaram a observar a tortura da jovem tapavam a boca para não vomitar. Ninguém tinha a coragem de a salvar, até que Kurunder grita, e por ultimo …”

Antes que Kurunder pudesse terminar o que ia dizer, na mente de Claire, formava-se uma frase “Porque é que espero por ti, se sei que não sou nada para ti. Porque é que acredito que virás em meu socorro?”

Kurunder grita “ Dez!”, mas antes que o Grogger acerta-se em Claire, esta grita “Vaaaaash!” e assim que a língua ia em direcção á jovem, em direcção ao golpe final, algo surpreendeu Kurunder e Claire. Todas as pessoas que estavam a ver a tortura da princesa ficaram surpresos por ver um jovem de olhos vermelhos e cabelos negros em cima de Claire, servindo de escudo e protegendo-a do golpe. Ele vira-se para Clair, dizendo “Parece que cheguei a tempo”

Os Olhos de Claire ficaram surpresos ao ver aquele que esperava á sua frente.

“Vash, pensei que tinhas ido embora?”

Vash levanta-se e retira da sua capa, uma mala onde tinha um frasco com um líquido verde. “Antes de te responder, bebe isto.”

Ele dá a ela o frasco pequeno para beber. Ele mete-o na sua boca, para que a princesa possa beber. Claire sente um ardor nas suas feridas e vê que estas estavam a sarar.

“Que bebida é esta?” Pergunta ela. Vash responde-lhe, dizendo “É um elixir de regeneração celular. Serve para tonificar as células para que estas reparem zonas danificadas como feridas. O processo de recuperação demorará uns quinze segundos.”

Vash vira-se a Kurunder e á sua Grogger com um ar frio e cruel. O orc observa o jovem, perguntando-lhe “Quem és tu?”

“Alguém que tem contas a ajustar contigo.” Responde Vash num tom de desafio. O Grogger atira a sua língua em direcção a Vash, mas este agarra-a a tempo. “Mal pensado!” Grita Kurunder assim que o Grogger lança electricidade ao seu alvo. Vash sente a electricidade a magoa-lo, mas num acto de determinação, ele puxa a língua.

A sua força parecia ser um desafio para o sapo gigante. O duelo de forças não parava, até que Vash retira uma das suas Silchocks e dispara na cara da Grogger, perfurando a sua pele. O sapo gigante quase cai com a força do homem de olhos vermelhos.

“Maldito, porque lutas?” Pergunta Kurunder sem perceber. “Simples,” Responde Vash “Tu magoaste a minha amiga! Eu irei fazer-te pagar caro!”

“Amiga?” Claire interroga o que o seu salvador acabou por dizer. Ela lembra-se de ele dizer que Vash nunca chamaria amigo a ninguém. Vash continuando a puxar a língua eléctrica do batráquio diz “Sem saber, ela conhecia a mesma dor que eu.”

Claire fica ainda mais chocada ao ouvir Vash a falar. Que dor ele está a falar.

Vash consegue superar a Grogger e consegue arrancar a sua língua, levando a que este sangra-se da sua enorme boca. Kurunder fica em estado de choque ao ver a sua criatura invocada a perder a sua arma principal, mas num tom de desafio responde, “Nada mau para um humano, mas a minha Grogger tem mais cartas na sua manga!”

O sapo enche os seus pulmões de ar e do nada cospe um liquido verde. Ao tocar no chão, a pedra dissolve. As pessoas todas fugiram de onde estava a desenrolar-se a batalha ao ver que a criatura podia cuspir ácido. Vash não se deixa intimidar e assim que a Grogger lança o seu cuspo acido, o Jovem, provando uma agilidade semelhante ao de um leopardo. Vash respondia com disparos de ar vindos das suas silchocks, mas estas não chegavam para dar um dano geral na besta. Claire consegue levantar-se após os quinze segundos de regeneração. Ela observa o combate, até que a saliva do Grogger aproxima-se dela.

Com o medo, ela fica paralizada, mas rapidamente aparece Vash que a empurra e leva com o acido no seu braço.

O seu braço fica todo queimado, levando-o a gritar de dor. Claire a ver o sofrimento do seu salvador, vai ter com ele, num ar aterrorizado ao vê-lo ficar sem o braço esquerdo.

“Porque Vash? Porque é que tu voltaste para me salvar?” Interroga-se Claire, até que Vash responde-lhe em dores “Como disse á bocado, conhecemos a mesma dor.”

Claire fica aterrorizada ao ouvir a resposta de Vash. “ Como tu, eu sei o que é perder um pai e uma mãe. Eles eram as únicas pessoas que me amaram neste mundo. Toda a gente odiava-me somente por ter nascido.”

“Odiavam-te porque?” Pergunta Claire chocada que chega ao pé de Vash que lhe responde, “Quando o meu pai tornou-se o regente da minha terra natal, Luzitania, ele recebeu como presente uma caixa, conhecida como a caixa de Pandora. Naquela altura a minha mãe estava grávida. Ao abrir a caixa, um espírito demoníaco possuiu o embrião que iria eu me tornar, transformando-me num ser meio homem, meio demónio. Por causa dessa posse, a minha mãe morreu no parto.

Claire tapa a sua boca por causa do susto ao ouvir o passado de Vash.

“Mesmo assim, ao contrário da população de Luzitania que me via como uma maldição, o meu pai lembrava-se que eu era o fruto do seu amor pela minha mãe e sempre me amou. Para procura a aprovação do povo de Luzitania, tornei-me num guerreiro. Mas algo aconteceu que não estava á espera. O meu tio que tanto respeitava estava a usar-me como arma e aproveitou-se para envenenar o meu pai, para que pudesse tornar no novo conde de Luzitania.
Ao saber da verdade, eu enlouqueci de raiva e matei tudo e todos que estavam no meu caminho. Não sei o que se passou, mas perdi a consciência. Ao acordar, Luzitania estava destruída, levando-me a crer que eu tinha a destruído. Com o medo dos meus poderes e porque perdi a minha fé na humanidade, desde os meus dez anos, eu tornei-me num caçador de cabeças que agia sozinho. Era um lobo solitário sem ninguém que se preocupasse comigo, até que…”
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MensagemAssunto: Re: O homem com olhos vermelhos (uma historia inventada por mim)   Seg Ago 02, 2010 11:48 am

Vash sente mais dor no seu braço, Claire que estava pálida com a historia de Vash pergunta-lhe “Até que o que?”

Vash responde-lhe “Até que te conheci.”

Vash muda de olhar, para um olhar sereno e calmo, ao contrário do seu típico violento e agressivo. Ele chega a sorrir para Claire que fica emocionada.

“Tu quiseste viajar comigo, sem teres medo de mim. Falavas comigo como se fosse uma pessoa e não um monstro. Quando soube que me enganaste, eu fiquei zangado, e também magoado a pensar que tinha sido mais uma vez manipulado por alguém. Sem saber magoei alguém que conhecia a mesma dor que eu.”

Vash levanta-se e vira-se á princesa, com uma pequena lágrima a sair do seu olho direito “Claire, por favor, perdoa-me.”

Kurunder, farto da conversa, responde. “Bela história, mas isso não te irá salvar. Olha-me só para o teu braço esquerd. Como tencionas lutar mais?”

Vash lança um sorriso demoníaco, respondendo, “Com um novo.”

Vash arranca a sua capa, o cinto que traz a sua espada ás costas e a camisola de manga curta preta que trazia. Algo chocante é revelado, um braço novo surge á frente do olhar de Kurunder e Claire.

Vash move o seu novo braço esquerdo, mostrando a sua regeneração completa.

Kurunder num estado de choque diz “Impossivel, nenhum humano tem uma regeneração tão rápida, a não ser, a não ser …”

“Um amaldiçoado.” Completa Claire. “Lembro-me de ter lido num livro. Um amaldiçoado é um individuo cujo corpo antes de nascer foi corrompido por um fantasma de um demónio. Esse individuo fica com poderes ocultos, entre eles: força, sentidos e regeneração sobre-humana.”

“E isso não é nada. Olha-me para isto.” Vash retira a sua espada e retira os cordéis que a prendiam á sua bainha. Ele retira a enorme espada que tinha uma lamina vermelha que parecia radiar um enorme calor.

“Está na hora de conheceres a minha espada, Amateratsu!” Diz Vash com um ar vitorioso. Kurunder em estado de choque diz “ Amateratsu, a espada lendária do sol?! Como é que alguém conseguiu possuir tamanha arma?”

“Prepara-te!”, Vash grita em direcção ao Grogger. O batráquio cospe mais uma vez acido, mas Vash vira-se para a direita e aproxima-se de uma das patas da criatura. Ele consegue dar um golpe á pata direita e devido á lamina, a perna começa a queimar-se. O Grogger desequilibra-se, levando-o a cair, até que Vash aproxima-se dele e empala-lhe a cabeça. Alem de perfurar o crânio do híbrido de dragão com sapo, ele consegue queimar a sua cabeça até á morte.

Kurunder estava no chão, aterrorizado, ao ver o poder de Vash, que dirige-se a ele com um sorriso demoníaco, revelando possuir caninos enormes, semelhantes aos de um lobo. Os seus olhos eram maliciosos ao chegar em direcção ao orc. Num acto de pânico, o orc lança o seu feitiço “Marte!” e acerta com uma bola de fogo em Vash, mas este defende-se com o seu braço que automaticamente regenera a sua queimadura. O orc grita “Afasta-te!” até que Vash diz “E fizeste o mesmo com a Claire? Tu que a deixaste feita num oito? Eu disse-te que iria fazer pagar caro. Está na hora de conheceres o meu sangue.”

Vash passa o seu polegar direito num dos seus caninos afiados e faz um corte no dedo. Ele depois acerta com uma gota do seu sangue no olho do orc que acaba por queimar a criatura. Kurunder grita de dor, até que Vash responde. “Tu és mesmo um cobarde. Divertes-te a fazer os outros sofrer como se nada fosse. Está na hora de pagares pelos teus pecados.”

Ele volta a cortar a ponta do seu polegar já regenerado e acerta com mais gotas no seu sangue ardente no corpo do demónio. Ele grita por misericórdia, mas o amaldiçoado não liga. Claire vê Vash a ter umcomportamento tão aterrador que com o pânico, tapa a sua boca.

Vash agarra em Amateratsu e aponta num dos pontos que continham o seu sangue.

“Alem de quente, meu sangue é altamente inflamável. Se meter a minha espada numa só gota, eu acendo um lume que só apaga após de terminar de queimar todo o objecto que tocar nas chamas. Se acender as suas chamas, és capaz de ficar preso numa chama eterna que só parará até que as células do teu corpo se tornem cinzas. Até que isso aconteça, irás sentir a pior das torturas!”

“Não faças isso, eu suplico-te!” Grita o aterrorizado Orc.

Vash estava pronto para o golpe final até que sente algo a agarrar-lhe pelas costas. Ele ouve uma voz a chorar a dizer “Para Vash!”. Era Claire que estava farta da violência.

“Parar porque?! Viste no estado que ele te deixou?” pergunta Vash num tom zangado. “Ele merece pagar pelo que te fez!”

“Não o faças!” fala Claire, continuando a abraça-lo por de traz. Não vez que se o matares, estás a tornar-te naquilo que temes.”

Vash fica chocado ao ouvir o que Claire disse. Se ele acender as chamas do seu sangue, ele está a tornar-se um demónio de verdade. Vash agarra em Amateratsu e levanta o orc, com um ar frio, diz-lhe. “Avisa aos teus chefes lá da Genesis que se quiserem tocar nesta mulher, eu não terei problemas em enviar para o inferno, um por um. Ouviste!”

Vash arremessa Kurunder para o chão que invoca um último feitiço que o transporta para fora da vila. Vash mete Amateratsu de volta na sua bainha e vai ter com Claire, com um ar envergonhado.

“Perdoa-me Claire. Eu sou isto, um monstro raivoso. Mesmo que te pudesse proteger, eu não era capaz de proteger-te de mim.”

“ E vais isolar-te outra vez? Só porque te sentes culpado? Fica a saber que sou capaz de por s minhas mãos no fogo por ti.”

Vash fica surpreso pelo que a princesa disse. “Tu tratas-te por monstro, mas eu acho que és mais humano que pareces. Tu sentes culpa, raiva, tristeza e amor. Se não és humano, então não sei o que és.”

Ao ouvir isso, que alguém o tratou como um ser humano, deixa o jovem amaldiçoado comovido, como se pela primeira vez alguém iluminasse o seu coração perdido nas trevas. Claire sorri sinceramente para ele.

“Fica a saber que se é para ser protegida por alguém, eu quero que essa pessoa seja tu.”

“Porque tanta fé em mim Claire?” Pergunta o possuidor da Amateratsu, num ar surpreso. A princesa responde, “Porque desde que te vi em Serene Valley, achei alguém que enfrentaria tudo o que qualquer um teria medo. Talvez nasceste assim, não para ser um monstro, mas um herói.”

“Um herói?” pensou Vash. “Como é que alguém como eu pode ser chamado de herói?”

“E dai? Eu acredito em ti.”

Vash fica comovido ao ouvir algo que estava á espera desde á muito tempo. Alguém disse que acreditava nele. Finalmente ele via algum sentido na sua vida e no mundo inteiro.

Na manha seguinte, os dois apanharam um comboio que os levaria em direcção a Mediterranea. Durante a viagem, Vash sorri, sabendo que não está mais sozinho.

Bom, eis a historia. Espero não haver problemas com o multi-post, mas a historia apesar de ser uma oneshot prototipo de uma criada por mim, ficou feita em varias paginas. Espero que seja uma historia que o pessoal goste.
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O homem com olhos vermelhos (uma historia inventada por mim)
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